O JACARÉ VAI A ESCOLA!!!

O JACARÉ VAI A ESCOLA!!!

O Instituto Jacaré tem promovido, em conjunto a alguns colégio e creches no município do Rio de Janeiro, o contato de crianças e jovens com esses predadores naturais. O objetivo além de educar e ensinar, é de desmistificar a imagem de mau, como um animal que ataca e come criancinhas. Com isso, cada vez mais as crianças tem ensinado aos seus pais sobre a importância de conservação das lagoas e do jacaré de papo amarelo no Rio de Janeiro, Brasil.

O JACARÉ VAI A ESCOLA!!

O JACARÉ VAI A ESCOLA!!

FARMING

Desde setembro de 2011 estamos trabalhando em conjunto com o Criatório Comercial de Jacarés de papo amarelo localizado em Cachoeira de Macacu do engenheiro agrônomo Luis Otávio.



Desde então estamos obtendo sucessos no manejo do plantel de reprodutores e com isso na reprodução de jacarés em cativeiro. Uma estratégia de conservação fundamental para que possamos atingir um melhor conhecimento e direcionamento do patrimônio genético de crocodilianos, em especial a especie Caiman latirostris (jacaré de papo amarelo).



No Rio de Janeiro nós temos grandes populações de jacarés vivendo e convivendo em ambientes urbanos, onde cada vez mais, é comum nos depararmos com esses animais em perímetros urbano, residências e canais de esgoto. Desta forma, o direcionamento de animais ditos como "problema", aqueles indivíduos no qual apresentam um tamanho relativamente grande e em populações naturais onde há uma taxa sexual desiquilibrada (maior numero de animais machos, por exemplo), esses animais são encaminhados para o plantel de reprodutores e ganham um cuidado especial para o seu desenvolvimento e ajudam na variabilidade genética da produção.


Os jacarés vem sendo caçados cada vez mais em regiões como Cachoeira de Macacu, Guapimirim, Barra Mansa, Porto Real, Casimiro de Abreu e em diversas outras regiões do Estado do RJ. E a proposta de uma alternativa à conservação da espécie é o farming. A criação em fazendas de jacarés para suprir a demanda comercial de carne e couro evitando desta forma a caça descontrolada na natureza. Nos parece, por um instante ser surreal essa caça descontrolada em plena cidade do Rio de Janeiro, mas nas lagoas de marapendi, Tijuca (atrás do Barra Shopping) e Jacarepaguá (autódromo) a caça com armas de fogo é uma prática comum e pouco fiscalizada. Comunidades ditas "de pescadores" caçam com frequencia desde jacarés, lontras, tartarugas e capivaras nestas lagoas em plena cidade, debaixo dos olhos de moradores, visitantes e fazem parte do cotidiano da vida urbana. Uma vez que não existe uma necessidade de subsistência nestas comunidades, até porque são localizadas dentro de áreas comerciais, a caça não é uma opção de sobrevivência e deveria ser repreendida. Por isso, há a necessidade de esforços cada vez maiores para a conservação dessas especies na região. O Instituto Jacaré vem desenvolvendo um monitoramento constante nas lagoas, e para 2012 pretendemos estar ampliando para outras regiões críticas onde há populações de jacarés e conflitos com a proximidade urbana. Em conjunto a determinação de áreas prioritárias para a conservação de jacarés onde seja possível fiscalizar e controlar os impactos causados pelo crescimento urbano.



 O farming é uma alternativa essencial para o auxílio na redução desses impactos e na comercialização de produtos e sub produtos oriundos de jacarés licenciados pelo IBAMA. Assim como os monitoramentos e fiscalizações que não podem deixar de acontecer. Por isso, mais um ano se passa, e continuamos de olho. Trabalhando duro para elevar os jacarés de uma condição de espécie ameaçada com poucos dados sobre populações naturais, para uma espécie com populações estáveis na natureza. Mesmo que seja uma natureza urbana.

Apoiem essa ideia.
Maiores informações e contato, institutojacare@gmail.com